Letras

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Livre

poema de Carlos de Oliveira
música de Fernando Lopes-Graça

Não há machado que corte a raiz ao pensamento
não há morte para o vento
não há morte

Se ao morrer o coração
morresse a luz que lhe é querida
sem razão seria a vida
sem razão

Nada apaga a luz que vive
num amor num pensamento
porque é livre como o vento
porque é livre

Não há machado que corte a raiz ao pensamento
não há morte para o vento
não há morte